Thursday, December 28, 2006

Asas mortas.

Deixe-me sair, você tem que me ajudar a sair de mim mesmo. Quero sair, não mereço ficar aqui, eu preciso de um lugar para achar o amor. Pensou a lagarta, enquanto chutava e se espremia dentro do excesso de amor da crisálida. A lagarta prendeu a respiração, tentou se esgueirar, se encolheu, mas não bastou. Ela havia crescido demais, mais do que suficiente, e além do seu pequeno corpo verde, tinha agora que a responsabilidade de ser alada, e se não saísse rápido demais de dentro da crisálida, os músculos das asas poderiam ficar condenados por toda a sua vida. Mas não bastou. A crisálida era forte, forte o suficiente para proteger a lagarta do frio, o suficiente para ser abrigo para a lagarta, o suficiente para ficar pendurada por semanas. Mas também não bastou para a força da lagarta.

A lagarta se esticou, se alargou, se espremeu, se esgueirou, e enfim mergulhou no fino buraco no fim da crisálida. O esforço foi grande, grande o suficiente para treinar seus novos nervos e músculos, seu corpo ardia, e queimava de dor. Mas a emoção de ver seu amor, o arco-íris, foi o suficiente e bastou para ela esquecer de tudo, esticar suas novas asas e bate-las por alguns instantes e depois decolar vôo, rumo ao infinito azul, rumo à aquele borrão azulado e colorido que ela conseguia ver do fino buraco da crisálida, enquanto ainda era uma simples e pequena lagarta verde.

Ela bateu as asas e vôo por cima dos gira-sóis e violetas, nos confins daquela planície florida, ela viajou em direção ao arco-íris. Cuidado! Comentou uma aranha a recém nascida borboleta, “suas asas são grandes e bonitas, mas você não deve voar tão alto, desça aqui perto, voe mais próxima das flores e do chão, assim se você cair, a queda será pequena”. E antes que a borboleta tivesse a oportunidade de agradecer, foi pega pela teia da aranha. A aranha não riu uma risada maligna, não rangeu os dentes e partiu para o ataque. Ela simplesmente disse, enquanto enrolava a condenada borboleta em sua teia. “Não posso deixar você se aproximar do arco-íris, eu também amo ele, mas não posso voar, e você podia. Me perdoe, mas eu nunca conseguiria voar, sou negra e feiosa, você é linda e colorida, a culpa não foi sua, foi minha”.E chorou lágrimas aparentemente falsas, mas infinitamente sinceras.

E a borboleta voltou para dentro da crisálida, agora uma crisálida fúnebre e fraca.. Condenada pelas suas asas, condenada duplamente por excesso de amor. Mas não tão condenada quanto a aranha, que além de ser feia e negra, que além de todos seus defeitos, que além de não poder voar, não conseguia sonhar, e se alimentava de sonhos jovens e recém criados, se alimentava de metamorfoses, se alimentava de… Sonhos arruinados. Afinal, ela não podia voar, e então a ela só sobrava as asas alheias, mas asas mortas. Mortas e arruinadas.

A aranha entrou dentro do seu casulo, seus filhotes ainda estavam dentro de crisálidas, e de dentro de sua pequena caverna, ela podia ver uma chuva começando, a chuva era fina e gelada, o clima perfeito para seu maior amor, arco-íris. Que sem perceber, se meteu na frente das nuvens, mostrando todo seu porte másculo e suas cores vivas. E a aranha se lamentou, por sempre estar morta… E, enfim, mordeu a asa morta da borboleta que um dia havia sido viva.

Lágrimas sinceras escorreram dos olhos da aranha, que se misturaram ao sulco verde que espirrava da asa a cada mordida sem apetite da aranha. Lágrimas sinceras, certamente. De dentro de sua toca viu outra borboleta voando, ela era majestosa, mas mesmo assim alertou: “Cuidado!…”.

Lucas Lins

PS: Escolha seu vilão. Escolha sua vítima. Escolha seu herói. E me conte nos comentários, o porquê.

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Wednesday, December 27, 2006

O cara que ia faze titulo não ta aqui mais


E cá estou eu escrevendo novamente sobre a humanidade, realmente não consigo mesmo parar de pensar nas diversas coisas que afligem a humanidade, deis de sentimentos, a pensamentos, o ser humano é um mapa mal explorado e talvez seja por isto que não consigo parar de tentar explora-lo, acredito fielmente que eu um dia encontrarei minas de ouro e diamante nos confins do âmago da humanidade.

Somos cada um, um só e ao mesmo tempo somos mil, somos um hoje, porem amanha outro já o seremos, eu sou “eu” pra você, mas não sou “eu” pra ele. Talvez a beleza da humanidade esteja escondida nisto, somos amorfos, mas somos únicos também e também somos completamente inconstantes em nós mesmos, mudamos nossa “forma sem forma” a cada momento, a cada situação, vestimos uma mascara nova a cada minuto, vivemos uma peça de teatro em que mudamos de personagem a cada Ato.



Quem eu sou hoje? Devíamos nos fazer esta pergunta todo dia ao levantar e mesmo fazendo-a não conseguiríamos responde-la, mas poderíamos tentar ao menos buscar a resposta, tentar entender o âmago de nosso ser para entendermos os acontecimentos que nos afligem.

Se conseguíssemos escolher o eu de cada dia quantas possibilidades não se abririam, poderíamos simplesmente definir com que cara seria melhor sair aquele dia a partir do que nos supúnhamos que fosse acontecer, mas, se nem ao menos sabemos quem somos hoje, nunca que iremos saber que seremos amanha.

Alguns seres humanos mudam somente a personalidade, outro porem, não se contentam com algo tão abstrato, e a cada dia que passa muda sua aparência seu jeito de vestir, existem garotas por aí que nem se lembram mais qual é a cor verdadeira do seu cabelo, “conhecemos” pessoas que a cada dia que passa precisamos de 15 minutos para reconhece-la e acredite se quiser, ela vai ficar brava com você por causa disto. Como entender este seres? Nem tente!! Você não entende nem você mesmo vai ficar se metendo a besta de tentar entender os outros, temos esta coisa, ao não conseguirmos nos entender buscamos nosso entendimento tentando entender as pessoas a nossa volta, dizendo o por que dela fazer aquilo o por que dela fazer isto, mas será que já paramos pra pensar no por que de nós fazermos isto???

Marcos Alberto ( ou pelo menos acho que uma parte foi ele que escreveu )

Nota: O “eu” que escreveu no começo não fui eu e acho que eu estraguei o lindo texto que o “eu” anterior tinha começado mas tudo bem afinal quando vierem as criticas já não serei mais eu.

Ps: “Olho em meu interior e vejo mil faces me encarando, dentre todas as mil não consigo definir qual delas eu sou.” M.A™®©



Posted by M.A at 23:37:16 | Permalink | Comments (8)

Minha ruína.

Sério, nunca pensei que fosse tão difícil escrever, sempre gostei de imaginar, e escrever não passa de uma maneira de concretizar suas imaginações, concretizar elas em caracteres decifráveis, como uma forma de uma transmitir o que você imagina e fazer alguém imaginar o mesmo. Mas cara, sempre achei que fosse fácil escrever, e quando eu achava isso, eu achava que escrevia bem. Quando me dei conta que era difícil, realmente percebi a realidade, meus textos nunca voltaram a ser os mesmos.

Eu sempre escrevo de noite, tanto porque não tenho tempo pra escrever durante o dia e tanto porque uso o tempo do dia pra pensar no que escrever. A segundo suposição veio a alguns dias,  porque eu sempre sentei na frente do computador, e eu sabia o que digitar, sabia o que teclar, mas cara, isso mudou totalmente. E sem querer, mas querendo, eu comecei a passar o dia inteiro imaginando o que escrever. E depois de alguns textos usando minha criatividade matinal eu me liguei. Me liguei que quando você pensa muito só sai bosta.

Depois que eu comecei a pensar no que escrever, eu não desperdiçava nenhuma corrente de raciocínio sempre anotava tudo, sempre. Para depois quando eu tivesse meu tempo, pra assim concretizar minha imaginação do dia e navegar nela, espremendo cada idéia até a última gota. Eu usei essa lista de idéias várias vezes, e só fiz merda com ela. E antes de eu começar a escrever isso que você ta lendo agora, eu percebi onde eu errei. Não adianta fazer lista de idéias, não adianta pensar. Não adianta mecanizar. Tem que fluir. 

Simplesmente, fluir.

Eu lembro que quando eu tive a idéia pra escrever o “Ambos os Mundos” eu tava conversando com a Gabriela pelo msn, ela tinha acabado de falar pra mim que não tinha lido uma das minhas histórias porque tinha perdido ela, eu passei pra ela novamente, e assim que passei eu re-li a história, e no final da história eu utilizava o termo “ambos os mundos”, e daí me veio na mente, como um jogo de tetris em alta velocidade, toda a história veio se encaixando, e meu cérebro ruindo, e meus dedos teclando. Só aquele trecho “ambos os mundos” foi o suficiente pra me empurrar abismo a baixo.

Quando escrevi o “Personalidade: Rato” eu tava olhando pra jaula do Sid e do Jim, e sem eu perceber eu tava narrando a história pra mim mesmo, e quando eu me dei conta, eu tava digitando.

Quando eu escrevi o “Sobre defeitos, fúria, sabedoria e… Nuvens” eu tava navegando na internet, e sem querer no Google, eu teclei algo, e a busca me levou pra um site de uma livraria que se chamava “Chão de Papel”. Eu não tive dúvida, me joguei na frente do teclado e a história fluiu.

Porque é bem assim, muitos livros, muitas histórias, contam sobre autores falidos porque não tinham idéias. Pensando assim, eu para me prevenir, comecei a “lista de idéias”, porque assim eu teria um estoque sempre renovado de idéias, mas ai que eu me enganei. Porque não precisamos de uma idéia, e sim de um empurrão. Por acaso você já viu alguma cena em filme ou qualquer lugar, em que uma barragem estava prestes a estourar pela pressão da água. A pressão da água era tanta que chegava a trincar a barragem, e em um último momento, do trinco da barragem salta uma pequena lasca que é o grande empurrão pra fazer a água destruir tudo sobre seu caminho? É exatamente isso que é estar inspirado, é ser a água que corre com a força de um elefante, que só conseguiu partir por uma pequena lasca que saiu do caminho. Isso é fluir. E a “idéia” que nós realmente precisamos é a lasquinha que faz a água escorrer com a força de um animal.

E eu não consigo isso a muito tempo, não sinto mais o ecstasy de escrever feito um louco, dedos dedilhando, olho vidrado, e a janta esfriando do seu lado, pois prefere escrever a comer. A muito tempo eu não sinto o que é isso… Acho que estou falido. Ou, falindo…

Uma vez eu tava vasculhando no Wikiquote, e eu li que uma vez o Picasso disse, “quando a inspiração vier, que me pegue trabalhando!” Cara eu sempre tive medo de não ter idéias, até eu realmente não ter idéias, ai eu percebi que eu não preciso de uma idéia. Eu preciso saber fluir. Ai então a ficha cai, você não tem que saber fluir, você tem que fluir!

Bruce Lee dizia que treinar kung-fu não era “treinar” especificamente, ele mencionava que usar o kung-fu, era ser como a água, era ser leve, era ser robusto, era saber o que fazer (e concluía) era fluir! Como água, então eu pensei. Ai eu imagino como os índios, e todos esses caras de civilizações antigas mencionavam a água como deusa, velho, ai eu tenho certeza, ela não é nenhum um pouco menos digna que vinho ou qualquer outra mistura. Pois, ela simplesmente flui. Simplesmente. Puramente. Inocentemente. Flui.

Meu professor de literatura, Ramon, uma vez estava comentando que tinha parado de escrever o livro que ele estava escrevendo, para começar outro, tudo por que? Porque ele teve uma idéia de um título, era algo como “A Serra das Cabeças Cortadas”. Ai cara eu percebo (ou tento) o quanto é fantástica e necessária a inspiração, pois o professor deixou de terminar o livro pra começar outro tudo pra não desperdiçar a inspiração.

Amigos, vocês não fazem a menor idéia de como é difícil fazer fluir. Porque não se tem que fazer fluir, se tem que puramente, simplesmente, inocentemente… Fluir.

Meu amigo Marcos (e eu também) sempre fomos bem malucos, doidos e especialmente crianças grandes, no nosso trabalho da feira de ciências, eu e ele colocamos um nome enorme no nosso projeto, não era um nome qualquer, era um nome cheio de significados e mistérios. E um fulano ou outro, sempre, sempre, achavam esse nome ridículo. Hoje, eu percebo como é essencial deixar a imaginação fluir levemente, falar besteiras, imaginar porcarias, porque isso é o melhor treinamento para a inspiração, pois de que lugar ela viria se não da criatividade? Ai eu percebo que tenho que fazer mais dessas besteiras, apelidos idiotas como “Não”, atos infantis como pedir esmola no shopping center. Eu preciso imaginar!

Esse mesmo Marcos, uma vez, disse pra mim que ele adorava cozinhar um tal sanduíche, ele me explicou certinho como se fazia, e até mesmo o gosto do troço, ai me lembro que ele disse que tinha colocado um nome no lanche dele. Um nome bem escroto. Eu já sou bem acostumado com as maluquices dele e aceito ele como ele realmente é. Mas cara, se outra pessoa estivesse escutado aquilo, iria rir da cara dele. Mas que grande idiota seria, porque reprimir a imaginação como essa pessoa que iria rir fez, é o maior erro do humano. E o maior acerto, foi o Marcos por nomes malucos nas coisas deles. Não só o Marcos ou eu, to falando pra todos vocês que estão estão lendo essa baboseira, NÃO DÊEM LIMITES PARA VOCÊ MESMO! Imagine! Passe ridículo, mas não seja ridículo de se oprimir e não imaginar flores em terreno vulcânico. O gênio Sid Barret (primeiro vocalista e compositor do Pink Floyd) era bem desse estilo, extremamente criativo, e depois que ele se separou da banda, ganhou uma das músicas mais belas do universo, e uma das frases mais estranhamente fantástica e fodástica. “Shine on you crazy diamond!” Em terras tupíniquins, “brilhe seu diamante louco!”

É como o rock-progressivo dos 70, criatividade enlatada em vinil.

Não se oprimam, vivam, para assim conseguir fluir, e brilhar como diamantes loucos.

Lucas Lins.

PS: Sem mais.

Posted by L. L. at 03:01:11 | Permalink | Comments (5)

Prisão mental.

Olhos piscam. Cabeça dói. Sobrancelha treme. Tentando se manter vivo, sua cabeça procura apoio, e só encontra a insustentável leveza de se estar exausto, mas acordado. A mente muito devagar pra pensar no que melhorar, a bola de neve rola, e você é o alvo dela. Ela se choca em você, e você cai. Fazendo parte da bola de neve que aumenta de tamanho a cada segunda da queda, você encontra o chão. Seus olhos se batem e fecham, a única certeza que resta é de não estar acordado, e a única verdade é sobre estar acordado, acordado, mas em outro lugar. E então depois de sentir o cansaço, você está desmaiado, e desmaiado pensa.

Nesse outro lugar, a exaustão emocional toma conta de seu ser, aí você realmente percebe estar preso, preso em lugar nenhum, esse lugar é vazio, no fundo desse abismo só lhe resta a névoa a atrapalhar a visão, e as placas a indicarem. Indicarem que você está onde sempre imaginou estar, onde sempre quis se transportar e onde sempre quis levar alguém. Esse lugar não é mais “nenhum”, e as placas continuam a falar sobre você estar aterrissado no seu próprio ser. Dentro da sua mente, na sua fábrica pessoal e íntima, na sua fábrica de idéias. E o que mais lhe choca, é que esse lugar está vazio. No seu sonho desmaiado, você se encontra dentro de si mesmo, não reconhece esse lugar, e quando reconhece percebe estar vazio.

Você sente suas mãos pesadas, olha nos seus pulsos e perceber estar acorrentado, os grilhões de sua mente que interrompem a transmissão mágica de analisar, então, sem analisar você sente que está preso dentro de si mesmo, acorrentado, seqüestrado por si mesmo. E sem analisar… Sem analisar, você sabe que é assim que todos se encontram, presos dentro de si mesmo, aprisionados no labirinto da mente, aprisionados nas raízes do desejo, aprisionados no profundo mar do egoísmo, aprisionados e esgotados de nadar no pântano místico do sucesso pessoal. Todos lá estão. Dentro de si mesmo, você vê a verdade, e ela é que você está preso dentro de si mesmo, mas não só você, todos. O que te prende é a impureza pessoal.

Somos prisioneiros de si mesmo, de nossos instintos mais selvagens, de nossos desejos mais severos. E o maior prisioneiro, é aquele que pensa não estar preso. E aquele quase está solto é o que tem a consciência de estar preso. O mais indigno é quem não faz idéia de que esta preso. E os únicos livres, estão mortos. Longe das impurezas do ser e do mundo.

Liberte-se.

Lucas Lins.

PS: Socorro! Será que algum dia eu vou conseguir fazer um texto no mesmo nível dos antigos? Estou falando da qualidade do “Personalidade: Rato”, do “Ambos os Mundos”, do “Sobre defeitos, sabedoria, fúria e… Nuvens”. Putz, estou realmente começando a ficar com medo de arriscar em mim mesmo. Acho que estou esgotando. Acho que sempre fui esgotado.

Posted by L. L. at 01:38:01 | Permalink | Comments (4)

Sunday, December 24, 2006

É Natal (ou deveria?)

 

Pra todos aqueles que não se comportaram esse ano, pra todos aqueles que sempre vêem o Papai Noel roendo unhas, pra todos aqueles que sabem o porquê do Papai Noel não ter filhos. Pra todos aqueles que fazem parte do todo.

Papai Noel, o Senhor rói unhas? Ró ró ró Cool

Lucas Lins.

PS: Primeira imagem decente do Blog. Desenhada no Paint.

Posted by L. L. at 11:28:57 | Permalink | Comments (7)

Saturday, December 23, 2006

DEVANEIOS

Ao peregrinar em meus devaneios, passei por muitos encontro e desencontros. Cantei viva, com o Raul, caminhei pela cidade e vi as luzes acesas enquanto escutava aquele refrão… “Essa justiça desafinada é tão humana e tão errada. Nós assistimos à televisão também, qual é a diferença?” Assisti Cazuza clamar pela sua ideologia e continuei minha jornada, atravessei muitas cidades, conheci muitos paises, corri com Forest Gump e ao passar pelo “time square” escutei: “spread your wings and fly away, fly away, far away. Spread your little wings and fly away fly away, far away”.Então pensei: Que seja! Abri minhas asas e voei, voei bem alto até chegar a outros mundos, visitei a Terra do Nunca e conheci Peter Pan duelei com o capitão gancho e escutei tic-tac, fui até a floresta onde os bardos habitam, dancei com as fadas cantei com os bardos aprendi com os elfos e dormi sob o orvalho.

Acordei e abri meus olhos então percebi que estava voando, do alto avistei lá na montanha o bruxo contado na cantiga dos bardos desci, e bebi com ele, escutei suas historias e suas sabias palavras, depois em fui, alcei vôo e voei em direção a Terra de Oz, andei pela estrada de tijolos amarelos e dei Adeus a bruxa má. Conheci o espantalho e o Mágico de Oz, fui até o “Mundo de Sofia” mas lá não encontrei Sofia, visitei Alice no país das maravilhas, tomei chá com o chapeleiro e falei oi ao coelho atrasado e disse tchau para a rainha.

Fui ainda mais longe e tive de abaixar para entra na humilde casa dos 7 anões, vi Arthur tirar Excalibur da pedra e vi quando Merlim derrotou a bruxa, conheci as brumas e lutei ao lado de Lancelot, fui dar um olá para os 3 mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, não encontrei o 4º um tal de “dar, tar nhá” um treco assim.

Vi o “Papa Léguas” fugir do Coiote e o Perna Longa me disse: “ E ai velhinho?” encontrei com o Mickey e brinquei com o Pluto, visitei o cofre do Tio Patinhas e fui-me embora, fui até a lua, e lá dormi.

Acordei, abri meus olhos e a luz quase me cegou pouco a pouco fui distinguindo a parede do meu quarto, e meu colchão, me levantei e me dirigi até a aporta abri e sai, foi quando me dei conta que não sabia onde estava, só sabia que não era minha casa, pensei: “Não foi um sonho afinal!” Foi aí que me dei conta de como eu estava andando se não havia chão, tentei abrir minhas asas, mas lembrei que ser humano não tem asas e então….Cai e continuei caindo, caindo, caindo, caindo, o chão cada vez mais próximo então…. De repente… Tudo escureceu.

Marcos Alberto

Nota: “let your imagination fly”

ps: “try to believe, the magic is real, forget your rules, drink the wine, dance within the fairies and be happy” by: anonimo

Show me the heart unfettered by foolish dreams and I’ll show you a happy man.”
“But only in their dreams can men be truly free. ‘Twas always thus, and always thus will be.” (Trechos de A Sociedade dos poetas mortos)

Posted by M.A at 21:21:37 | Permalink | Comments (8)

O Templo dos Pequenos Deuses.

E a mosca decolou da merda, rodopio no ar com suas patas molhadas com um delicioso e gelado excremento humano. Mas não de qualquer humano, não isso não. Aquele amontoado de merda veio de uma bunda decente, de um executivo de sucesso, que passou seu final de semana longe da metrópole e do abismo de ferro, em uma cidade do interior onde possui uma fazenda. Em um dos seus passeios, a diarréia roubou novamente sua educação e ele foi obrigado a escolher entre sujar as cuecas ou o mato, mas em ambos os casos teve que sujar bunda.

Se existe alguma pessoa que realmente tem sucesso profissional, é o dono daquela merda. A garagem do sujeito é - em alguns casos - muito maior que uma casa comum, e em alguns casos até mais que uma casa comum, isso sem mencionar o número de garagens que o homem possui, e também sem falar no conteúdo das garagens, e das casas que guardam as garagens. Mas esse sujeito não é egoísta, ele merece o que tem, trabalhou muito por isso e até ajuda alheios. Teve até um momento – que ele se orgulha muito de contar aos amigos, nos finais de semana em que passa longe da metrópole – que quando ele foi presentear a pequena família carente do subúrbio com uma casa, a Dona Senhora, enquanto segurava um filho no colo e mão de um outro filho pequeno, disse com os olhos cheios de lágrimas: “Você só pode ser Deus”

Alguns dias depois, lá na fossa dessa senhora, onde toda a merda da família dela ia parar, uma mosca pousou, fez a sua parte para ajudar no fim daquela sujeira, e partiu. Porém essa Dona Mulher, não era lá tudo que se espera de uma mulher, mesmo não tendo várias garagens, e nem conteúdo pra por nas garagens, ela negava ensino para seus pequenos anjinhos, alegando que de qualquer maneira, não vão aprender mesmo. Não se empenhava em mudar a situação financeira da família, ta certo que por ela não ter marido as chances dela caiam muito, talvez até para zero, e talvez a culpa nem seja dela, e também, pra que trabalhar? “O governo agora me sustenta”, pensava nas noites em que perdia o sono, por não ter sonhos realizados. Mas uma hora ou outra, ela e seus filhos acionam a descarga no vaso.

E na esquina da casa dessa mulher mora um mendigo, aquele velho estereotipo de velho louco, sem chances, sem família, sem ninguém além de seu cachorro, e de seu cobertor. Nas tardes de quarta e segunda, esse velho senhor barbudo, passa vários minutos agachado em baixo de uma árvore, escondido por um ângulo que ninguém perde pra ver, graças ao intestino dele que funciona com um despertador. Não é uma fossa grande, mas é um amontoado suficiente para um mosca perder alguns horas, e é o que ela realmente faz.

Lá do outro lado do globo, onde um glorioso pontífice resolve problemas mundiais, discute sobre guerras, sobre a fome da áfrica, sobre os subúrbios brasileiros, sobre a mortalidade infantil, sobre gravidez na adolescência e em alguns casos até faz tratados de paz. Mas em um momento ou outro senta seu lustroso popô, em uma bacia de bronze, com o assento banhado de ouro, onde depois de alguns minutos, aciona a descarga e vê o pequeno redemoinho levando a santa merda, não pra uma fossa, do outro lado do globo se usa de esgotos, e lá no esgoto, entre ratos, baratas, e talvez até crocodilos, a mosca senta sobre a merda santa, suja as pequenas patinhas da deliciosa guloseima verde.

Depois de tamanha maratona mundial, as moscas voltam para suas casas, lares de papel, que com qualquer oscilação na estrutura vai ao chão, lá dentro elas conhecem algo que nenhum ser capaz de cagar e não limpar pode ver. Vê o infinito, um infinito de estrume, pois além de todas as bostas humanas, têm a bosta do planeta Terra, que queiram ou não, elas classificam como humanos.

Do lado de fora dos lares flutuantes das moscas, onomatopéias gritam e giram prontas para saldar e glorificar os pequenos santos que sentam em seus tronos coloridos. Prontos para descansar, pois sua guerra santa é tão enorme quanto qualquer matança, tão triste quanto qualquer genocídio, e levada tão a sério quanto qualquer criança. Mas uma hora ou outra as moscas deitam em suas camas, e rezam. Rezam pra quem? Pro Senhor das Moscas? Não, talvez não. Mas com certeza, não sonham, pois vivem em seus sonhos.

Amém, dizem eles aos deuses, e, “sai pra lá” para os pequenos deuses. 

Lucas Lins.

PS: Bizzzzzzzzzzzzz bizzzzzzzzzzzzzz zummmm zummmmmm zimmmmmm zummmm bizzzzzz.

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Thursday, December 21, 2006

Palavras avulsas.

Ele veio andando, passadas firmes, cruzou o palco até o microfone, a multidão estava eufórica, eufórica o suficiente pra não dar saudações com uma salva de palmas calorosa. De frente pro microfone, o executivo deu três toques ritmados com o indicador no microfone, estava funcionando. Limpou a garganta, pigarreou, canalizou fôlego. E, sua fala, saiu correndo, se escondeu em um lugar onde ele não ia lembrar de procurar.

Graaaawww! Disse o dinossauro quando percebeu que estava sendo extinto. Graaaw! Disse o mamífero quando estava dominando. Graaaaaaaw! Disse o panda, quando percebeu ser o último da espécie, e macho. Graaw! Disse o rato, disse a criança, disse a mãe, quando souberam que uma bomba atômica estava explodindo sobe suas cabeças. E, graaaaaw, pensou o homem, quando esqueceu o seu discursso sobre o cometa que estava vindo se chocar na Terra.

Amém, disse o cético.

O cachorro da madame deixou, tranqüilamente, a pulga o matava lentamente, e ele deixou. O sindico, tranqüilamente, deixou a goteira continuar gotejando, matando o prédio aos poucos. Enfim, o cachorro da madame se coçou, enfim o sindico chamou o encanador. Enfim, disse a Terra, quando se cansou de deixar a pulga a matar lentamente, e acionou o degelo polar.

Enfim, disse a calota polar, disse o camarão siberiano, disse o leão-marinho, disseram à esperança. Que respondeu, com uma despedida, pensando em como é ruim ser o último, porque se pode ver todos indo. Então ela coçou o queixou. Não sou a última, a última é a despedida. E se despediu.

Delícia disse o CFC, enquanto comia algumas partículas da camada de ozônio, a camada tinha um olhar de vingança, como quando um segurança, faz vista grossa e deixa o parceiro-ladrão, assaltar a loja.

“Algum dia, algum caminho, eu morro e vejo como morrer. Não é você que esta morrendo, nem eu, somos nós”.E se despediu.

E lá da multidão, no fim da massa de humanos, o mendigo percebeu que não iria haver discursso nenhum sobre o fim da espécie humana, e voltou. Voltou com passadas leves, puxando seu cobertor, que servia de tapete, e também de rede, e quem sabe de morada pra um cachorro. Cachorro que seguia ele. Antes de chegar, o mendigo vasculhou em uma cesta de lixo. E acho um jornal. A manchete, “Sem calcinha! O flash de uma máquina fotográfica deixou a socialite de calças curtas”. Novamente, pensou a pulga do cachorro. O cachorro preferiu não pensar. E o mendigo, não deixou pra pensar mais tarde, só pensou, que já era tarde de mais.

O mendigo chegou no fim de seu caminho, de baixo de uma ponte, ele podia ver o pôr-do-sol, ele trazia de baixo do braço, um resto de lanche-natural, que achou no seu eterno ajudante, o lixo. Começou sua refeição, com o supremo espectador, o Sol. Antes de dar sua primeira mordida, o cachorro mordeu o lanche também. Graaww! Pensou o mendigo, enfim, não fez nada ao cachorro, só terminou seu lanche. Graaaw! Pensou esse cachorro quando sua pulga o atacava, enfim não fez nada. E a pulga continuou a morder e sugar. “Enfim, morreremos todos juntos”, pensou o mendigo sobre o cachorro, pensou o cachorro sobre a pulga, e a pulga sobre os dois. E o Sol se despediu deles e da Terra.

Pode comer também cachorro, pensou o mendigo, quando eu morrer, eu não vou tar aqui pra você comer meu lanche, então você vai morrer de fome. Tipo assim - começou o cachorro - cara, não adiantaria de nada eu coçar a pulga. Pois quando eu morrer, ela vai morrer também, não vai ter mais sangue pra ela, e a fome vai pegar mais um truta, pego a idéia brother? E do outro lado, depois do rio, depois da vida, vamos estar todos lá, como uma família, pensaram os três juntos

Graaw! Disse a mosca, enquanto sentava na merda do mendigo, do cachorro e da pulga.Graaaaaawww! Pensou a mosca, quando ligou os pontos, e raciocinou que ela iria sentar no cadaver do mendigo, do cachorro e da pulga. É melhor eu me despedir, então. E sentou na bosta novamente.

E no final disso tudo, tem uma propaganda da Coca-Cola, sobre otimismo, sobre natal, sobre tomar seu último gole, antes de se despedir. Pensou o mendigo, enquanto se despedia do mundo real, e saudava a noite e seus sonhos. Virou de lado, e dormiu.

Enfim, todos saíram de cena.

Todos… E, boa viagem, comentou a despedida, para todos. Todos…

Lucas Lins.

PS: Sou a definição de fracasso.

_________________________________
Quando eu escrevo em 1º pessoa, não sou eu. Eu só estou escrevendo como se fosse eu, nada mais. Talvez em alguns momentos seja eu, mas isso, só a mim basta.
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Sunday, December 17, 2006

Sangue do meu sangue.

Na frente do computador, no calor escaldante do inverno (aquecimento global?) a alguns dias atrás, eu estava pensando no que escrever para oferecer em sacrifício ao deus das sinapses. Comecei a olhar pro teclado, pensando que as letras que eu deveria teclar fossem dizer “clique em mim”, quando de repente, uma gota de algo vermelho caiu em cima do meu teclado. Senti algo escorrendo do meu nariz e vi outra gota pingar no teclado branco. O contraste entre o branco e vermelho era gritante.

Meu nariz começou a sangrar sem motivo algum. Talvez só por charme, quando eu sentia o sangue escorrendo pelo nariz, descendo até meus lábios em uma valsa frenética, eu involuntariamente levava minha mão para aparar a queda do sangue. Sujei minha mão, e sem querer sujei novamente o teclado. Quando voltei a raciocinar de verdade, segurei meu nariz com o indicador e o polegar, corri para o banheiro, lutei para tirar papel higiênico do rolo com apenas uma mão, foi difícil. Mas no final consegui. Com o papel, limpei o teclado, o chão, minha mão que estava suja de sangue, e também com ele, segurei meu nariz.

O vazamento cessou, o papel não era mais útil, mas mesmo assim continuou comigo, no meu quarto, ali do lado do monitor, em cima do Cowboys From Hell do Pantera, o contraste entre o branco e o vermelho era gritante. O branco do papel não se misturava, queria manter distância, mas o vermelho não, ele avança milímetro a milímetro, pronto para dominar todo o território branco.

Alguns minutos depois, o sono tinha me dominado totalmente, desliguei o computador, e frustrado por não ter tido nenhum idéia, deitei pra dormir, sem sonhos aparentes, sem vontade de acordar amanhã, dei um clique no interruptor que interrompeu a luz, e a escuridão governou, era um contraste gritante. Dormi rápido, o sono era suficiente para fechar meus olhos antes que eu esperasse, mas também, meu despertar veio mais rápido do que eu imaginava.

Senti algo empurrando meu ombro, como que quisesse dizer com a boca fechada: “acorde!” e eu respondi com a boca também fechada, acordei. Cliquei novamente o abajur, tudo ficou claro, a luz ofuscou meus olhos, e pensei que estava sendo enganado por eles quando percebi que o que tinha me acordado era o papel higiênico, manchado de sangue. O contraste era gritante.

Oi, meu nome é Sangue, disse a boca da parte mancha de sangue. O papel tinha um formato humanóide, porém bem menor, ele tinha manchas fortes de vermelho, e tinha um aspecto, como se tivesse sido apertado contra um nariz. Uma outra boca, da parte não manchada, disse olá, sou o Branco. E depois em coro, as duas bocas falaram algo parecido com, “e você quem é”? Só posso estar sonhando, disse minha mente. Eu concordei com ela, cliquei o abajur novamente, e voltei a dormir. O contraste era gritante… Na outra manhã, descobri que não estava sonhando, e que meu gesto de voltar a dormir, não representava um “olá’.

Tentei fazer meu nariz sangrar de novo, mas ele não sangrou por charme, tentei limpar novamente, tentei clicar o abajur novamente. Mas os contrastes não eram gritantes. Fiquei frustrado novamente, os contrastes me traíram, e não quiseram me conhecer mais. Ou eu que não quis conhecer eles? Me lembro naquela noite, que os contrastes eram gritantes, literalmente.

Lucas Lins.

PS: O contraste era gritante… Háááááááá!!!

Posted by L. L. at 20:22:12 | Permalink | Comments (3)

Deliros insanos de uma mente desocupada

 
 

Bom dia, boa tarde, e boa noite, escolha o que lhe for mais adequado, ontem dia 16 de dezembro de 2006 eu me formei no ensino médio, a única coisa diferente que to sentindo é uma maldita dor no braço direito, mais precisamente no ombro, é o que ganhamos por sermos boas pessoas e batermos palma, bem isto não vem ao caso, eu só vim aqui escrever hoje e agora, por que é um maldito domingo, as 08:38 da manha e não tem mais nada pra fazer então, pensei: “por que não escrever alguma idiotice para o sinapses?” E cá estou e enquanto to enrolando vocês com essa conversa fiada, to tentando pensar em algo ao menos um pouco mais produtivo para escrever, minha imaginação ainda ta dormindo e não to afim de acordar ela, então o que sair aqui hoje, bom ou ruim, é mérito meu e não dela, sou eu escrevendo e não meus dedos digitando o que ela dita. Feito às explanações eu acabo de descobrir que sem a ajuda da minha imaginação não consigo escrever quase nada, bem já era de se esperar, gastei uma grana maldita com ela comprando pára-quedas, miniturbinas, asas, tudo isso para que ela conseguisse voar, tive que comprar as turbinas por que quando lhe dei as asas eu descobri que ela sabia até mergulhar muito bem, mas voar não era a praia dela, bem, chega de falar da minha imaginação, vai que ela acorda  antes deu postar isto aqui é bem capaz dela me fazer apagar e por mais lixo que isto esteja ficando, não quero fazer isto afinal este é um texto que eu estou escrevendo.
Os anos vão passando, as cobranças aumentam junto com o passar, vejo hoje os bebezinhus de dois aninhus de idade, brincando se divertindo sem nada mais no mundo pra se preocupar, sem escola, sem horário eles fazem seu próprio horário, eles dormem a hora que querem dormir, as mães por orgulho dizem coisas do tipo: “ta na hora de fazer ele dormir” mas no fim nós sabemos que se ele não quiser dormir ele não vai dormir e ainda vai fazer a mãe ficar acordada também, tão pequeno e tão dominador, aparentemente tão frágil, porem consegue quase tudo que quer, porem um dia ou outro essa alegria acaba, derrepente o tempo começa a passar, e para compensar o tempo que ele estacionou naquela idade de brincadeiras e diversão, ele começa  a andar bem mais rápido do que de costume, e mal foi matriculado na primeira serie, a 7ª já vem chegando com tudo com sua matemática ameaçadora cheia de letras, coisa que nunca se viu antes, e logo apos vem a 8ª você vai ta tão preocupado(ou não) com a formatura e as Frescuras formais de sempre que quando se der conta o ano já acabou e você já se formou, você olha para e pensa, sim e daí?
Então você esta no colegial, um mundo novo cheio de coisas estranhas, pessoas estranhas, professores muito estranhos isto pra não falar de você que ta se achando o mais estranho de todos, 1º ano a adaptação parece que nunca vai acontecer e então quando você menos se da conta, você já esta rodeado de colegas papeando enquanto um cara fingi que da aula, e mis uma vez o sino do Papai Noel toca, anunciando mais um outro fim, dando lugar a mais um novo começo, 2º ano chegou, você já se adaptou, se sente um veterano já, o 3º ta preocupado d+ com assuntos banais pra se importar com isto, mas você se importa, “vamos por respeito” você pensa, vamos mostrar quem são os veteranos aqui, e quando você acha que a galera do novo primeiro ta começando a se assustar, o ano acaba novamente, e acontece tudo tão rápido que nem parece que houveram férias, você acabou de dizer tchau e dormir uma boa noite de sono e quando você acorda, já é o primeiro dia de aula de novo, agora você ta no 3º tudo mudou, todo Mundo acha que ta mais adulto, uma grande idiotice, um sentimento individualista começa a crescer dentro de cada um “eu me misturar com aquele mane, olha só como ele continua idiota” E assim O 3º ano vai passando, todo mundo sendo assustado pelo gatinho disfarçado de dragão que é o vestibular, então você tem que escolher, se preocupar com a formatura (afinal teoricamente a ultima oportunidade de confraternização com aquelas pessoas que te acompanham há tanto tempo), se preocupar com o vestibular (seu futuro ta em jogo e seus pais avós tios ou o diáboa a quatro que sejam esperam o melhor de você), ou não se preocupar com nada (afinal é o ultimo ano temos mais é que zoar mesmo) independente do que você escolher, no fim vai ser a mesma coisa, você se arrependendo de um monte de coisa que queria ter feito, mas que o tempo já engoliu e deixou no passado e então por um momento, você pisca e quando volta abrir os olhos você ta na sua formatura, andando para receber seu diploma, seus pais… Dizendo, “estamos orgulhosos, você conseguiu” você olha para aquele papel e fica ali pensando tentando achar alguma sensação diferente, você pensa: “Estou formado agora, e daí?” Você tem um diploma, um pedaço de papel que constata que você foi auto suficiente para concluir todos os estágios até o ensino médio e que está devidamente preparado(ou deveria) para o ensino superior, “você é um adulto agora” dizem eles, e você pensa: “Putz mais que droga” Bem com sorte você entra na universidade, lá teoricamente você vai aprende a ser adulto, bem, se não aprender a vida te ensina. Caraca meus delírios insanos ficaram grandes, vou finalizar isto logo antes que a chata da imaginação acorde e venha assumir o controle, se você chegar aqui, parabéns esta coisa ficou horrivelmente chata, nem sei por que escrevi isto, mas como já disse é um maldito domingo as 09:36 da manha e não tem nada pra fazer, bem sem mais me despeço, ADEUS.

Marcos Alberto

”O tempo vai consumindo tudo com seu olhar transforma seu presente em passado e lhe apresenta um novo futuro, um novo começo para um outro fim.” M.A™©®

 

Posted by M.A at 12:24:29 | Permalink | Comments (9)