DEVANEIOS
Ao peregrinar em meus devaneios, passei por muitos encontro e desencontros. Cantei viva, com o Raul, caminhei pela cidade e vi as luzes acesas enquanto escutava aquele refrão… “Essa justiça desafinada é tão humana e tão errada. Nós assistimos à televisão também, qual é a diferença?” Assisti Cazuza clamar pela sua ideologia e continuei minha jornada, atravessei muitas cidades, conheci muitos paises, corri com Forest Gump e ao passar pelo “time square” escutei: “spread your wings and fly away, fly away, far away. Spread your little wings and fly away fly away, far away”.Então pensei: Que seja! Abri minhas asas e voei, voei bem alto até chegar a outros mundos, visitei a Terra do Nunca e conheci Peter Pan duelei com o capitão gancho e escutei tic-tac, fui até a floresta onde os bardos habitam, dancei com as fadas cantei com os bardos aprendi com os elfos e dormi sob o orvalho.
Acordei e abri meus olhos então percebi que estava voando, do alto avistei lá na montanha o bruxo contado na cantiga dos bardos desci, e bebi com ele, escutei suas historias e suas sabias palavras, depois em fui, alcei vôo e voei em direção a Terra de Oz, andei pela estrada de tijolos amarelos e dei Adeus a bruxa má. Conheci o espantalho e o Mágico de Oz, fui até o “Mundo de Sofia” mas lá não encontrei Sofia, visitei Alice no país das maravilhas, tomei chá com o chapeleiro e falei oi ao coelho atrasado e disse tchau para a rainha.
Fui ainda mais longe e tive de abaixar para entra na humilde casa dos 7 anões, vi Arthur tirar Excalibur da pedra e vi quando Merlim derrotou a bruxa, conheci as brumas e lutei ao lado de Lancelot, fui dar um olá para os 3 mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, não encontrei o 4º um tal de “dar, tar nhá” um treco assim.
Vi o “Papa Léguas” fugir do Coiote e o Perna Longa me disse: “ E ai velhinho?” encontrei com o Mickey e brinquei com o Pluto, visitei o cofre do Tio Patinhas e fui-me embora, fui até a lua, e lá dormi.
Acordei, abri meus olhos e a luz quase me cegou pouco a pouco fui distinguindo a parede do meu quarto, e meu colchão, me levantei e me dirigi até a aporta abri e sai, foi quando me dei conta que não sabia onde estava, só sabia que não era minha casa, pensei: “Não foi um sonho afinal!” Foi aí que me dei conta de como eu estava andando se não havia chão, tentei abrir minhas asas, mas lembrei que ser humano não tem asas e então….Cai e continuei caindo, caindo, caindo, caindo, o chão cada vez mais próximo então…. De repente… Tudo escureceu.

Marcos Alberto
Nota: “let your imagination fly”
ps: “try to believe, the magic is real, forget your rules, drink the wine, dance within the fairies and be happy” by: anonimo
“Show me the heart unfettered by foolish dreams and I’ll show you a happy man.”
“But only in their dreams can men be truly free. ‘Twas always thus, and always thus will be.” (Trechos de A Sociedade dos poetas mortos)