Não me recordo muito bem, mas…
Eu acho que a minha memória mais antiga foi o dia em que eu aprendi a escrever meu nome, eu era pequeno, bem pequeno, e acho que não freqüentava a escola ainda. Por falta de tempo, minha mãe não conseguia cuidar de mim, então, eu ia trabalhar junto com ela, e ela acabava cuidando dela de mim e do meu irmão. O comércio dos meus pais naquele tempo era bem menor do que é hoje, e sendo assim, não havia porque contratar funcionários, então, mãe e pai, e uma tia minha, davam conta de tudo sozinhos.
Eu me lembro que era um fim-de-semana, nos primórdios nós trabalhávamos aos domingos, e aquele dia provavelmente era um domingo. Minha mãe recortava algumas figuras da revista de catálogos de produtos para serem re-vendidos, ela colava essas figuras em uns papéis em ordem alfabética, escrevia o nome do objeto, e passava para eu copiar. O que fazia com que eu aprendesse a ler e escrever bem cedo. Eu estava fazendo um desses exercícios, não era bem como escrever o nome do objeto e sim, só copiar o nome. Eu me lembro que alguém tinha me chamado. Me chamado pelo nome, “Lucas!”. Acho que foi isso que me deu a idéia de tentar escrever meu nome.
Foi tudo bem fácil, só por letra na frente de letra. Mas havia um desafio a mais, eu me lembro perfeitamente que não sabia como fazer o ‘l’ maiúsculo, eu peguei um desses papéis que minha mãe fazia para me ajudar a ler, e procurei a letra ‘l’, como eram fotos retiradas de catálogos de produtos, só tinha objetos a venda. Eu lembro que copiei o ‘l’ de ‘lâmpada’.
No final ficou tudo bem feio, tremido, e possivelmente com algumas letras escritas ao inverso. O interessante foi que eu sonhei isso ontem. Foi como desenterrar uma memória que estava soterrada por outras mais recentes, e é sempre bom fazer isso, antes que elas morram asfixiadas. Também foi interessante, muito interessante, que eu sem saber, estava começando a escrever a minha obra literária mais importante, eu mesmo.
Lucas Lins.
PS: Não quero perder o costume dos PSs.
É nessas horas que olho pra você e falo, “sim é meu irmão!”
ps: “uma necessidade que se torna um vicio”
lembranças…recordações…como é bom te-las…como é bom…
lucas!!!!!!!! mewwwwww vc eh do mauu… como vc lembra o dia em q aprendeu a escrever….
e eu que nem sei escrever……..