Sunday, April 22, 2007

Guerra de insetos.

E o escritor estava debruçado na escrivaninha, a cabeça escorada na mão, o lápis dançando nos dedos da outra mão, e a folha branca sob seus olhos. Estava tudo escuro, só uma pequena lâmpada medíocre iluminavam o minúsculo apartamento e a escrivaninha, o lápis dançava entre os dedos do escritor. Um rádio longe da escrivaninha narrava uma luta de boxe, a qualidade da transmissão era péssima, a qualidade da vida do escritor era péssima, a qualidade de vida de toda Nova Iorque era péssima, o tal queda da bolsa, os tais desempregos… As tais lutas de boxes, as tais fomes. A tal crise. As pessoas diziam que aquele ano iria ser o pior de todos, o tal 1929 seria o pior ano da história americana, mas o escritor não acreditava, ele não era tão otimista assim. Quem dera esse ser o pior ano, quem dera essa ser a pior crise.

Um! Dois! Três! Fora! Ele está fora! Inacreditável! Inacreditável o nocaute que derrubou o Mike “Brutamonte do Bronx”. Inacreditável!

O escritor lutava ferozmente com o sono, com a fome, com a dor de não conseguir escrever, com a dor de cabeça e com a falta de dinheiro para tomar um trago. Ele estava tão desnorteado que não conseguia lembrar do seu nome, Edgar. O rádio gritava alto a derrota de mais um nova-iorquino, isso é hipocrisia pura, nesse estado em que a cidade se encontra não existem derrotados, não existem vitoriosos, não existem nem lutas, não existem enclaves, não existem batalhas, nem guerras, nem armas, nem campeões, nem nada, pensava o falido escritor. O escritor se levantou da cadeira e arrastando os pés foi até o rádio, levou a mão no desligar e desligou. Mas algo fez ele ligar novamente o rádio, enquanto o som voltava aos seus ouvidos aos poucos, ele se deu conta que foi hipnotizado pela imagem que se formava em sua mente do Brutamonte do Bronx sangrando aos pés do seu vitorioso adversário.

A diferença entre artistas bem sucedidos e artistas que passam fome é um mínimo fator. Artistas bem sucedidos estão sempre inspirados, conseguem fazer obras primas quando querem. Artistas que passam fome não, por isso passam fome, pois se conseguissem fazer arte quando quisessem iriam fazer arte no momento da fome. E Edgar passava fome, e não era bem sucedido, e ele não sabia se era mais raro os momentos em que ele não estava com fome ou os momentos em que ele estava inspirado.

E foi isso que fez ele ligar novamente o rádio. Poder imaginar a imagem de um derrotado entre os derrotados foi inspirador. Edgar voltou rápido à escrivaninha pegou rápido o lápis e começou a escrever. O lápis não dançava mais em sua mão, agora o lápis e sua mão dançavam em sincronia em cima das linhas do papel. Edgar traçou rápido a primeira linha, e assim, rápido como um flash, o Brutamonte do Bronx voltou a respirar no vestiário daquele precário estádio de boxe amador.

A primeira imagem que Mike viu foi a de seu treinador completamente bêbado apoiado nas paredes sujas do vestiário, vomitando horrores. Horrores. Mike não sabia quem estava pior, seu nariz, seu queixo, sua costela ou sei treinador. Você foi derrotado de novo Mike, disse o seu treinador com sua voz rouca entre soluços e risadas risonhas.

Mike estava deitado no estreito banco de madeira do seu vestiário, ele tremia muito, mas se precisasse encararia mais uma luta dessas, afinal, derrotar não é nada. “Vencer é tudo! Tudo!” gritou o raquítico treinador do Mike, o nome dele era Delano. Mike se preparou para o sermão, também se preparou para tomar uma ducha no emporcalhado vestiário e se trancou em um dos boxes. Ele estava dividindo o chuveiro com mais três baratas, naquele momento ele não se importava mais, na realidade, nunca se importou e antes que percebesse o sermão já havia começado: Mike! Mike! Esta me ouvindo Mike! Você é o pobre do podre Mike! Você consegue ser pior que a escória do Bronx, Mike! Essa luta era importante Mike! Era! Era importante, Mike! Porque você jogou toda a importância dela pela janela, a importância da luta está lá no ringue, misturada com o seu sangue, Mike! Mais uma vez você perdeu Mike! Está me escutando, Mike? Respeite esse velho e responda ele!! Mike! Está me escutando, Mike?

Não, Mike não estava escutando. Mike estava submerso na abstinência da vitória, e nesse momento se perguntava por que sempre ele. Por que? Por que ele tinha que sangrar no ringue? Por que ele tinha que dividir a ducha com três baratas? Por que ele tinha um treinador como o Delano? Mike não sabia. Delano não sabia.

Edgar sabia.

Edgar bocejou na escrivaninha, decidiu ir dormir, mesmo com fome, de uma forma ou de outra era uma maneira de aproveitar um pouco mais o momento de inspiração, presente do derrotado Mike “Brutamonte do Bronx”. Edgar estava sem sono, ficava pensando no desfecho da sua história, nas próximas desgraças, e pensar nas desgraças dos outros foi uma ótima maneira de parar de pensar na sua própria desgraça. E quando menos esperava, dormiu.

            * * *

Edgar sonhou.

Mike saiu do vestiário, não deu satisfação ao Delano, e nenhum apostador estava a sua espera do lado de fora do estádio fundo de quintal. Talvez porquê ninguém havia apostado nele. Mike cruzou as ruas escuras e perigos do Bronx e chegou rápido em casa, teve uma briga com sua mulher, não havia comida, não havia dinheiro e nem sono. Mas mesmo assim Mike foi pra cama. Antes de dormir Mike fez planos sobre a sua carreira.

Planos que nem Edgar podia pensar.

No outro dia de manhã Mike estava disposto a ganhar, escutou novamente as mesmas falas de Delano, dessa vez era diferente. Mas de uma maneira ou de outra, havia outra luta marcada.

Mike treinou, Mike suou.

Edgar acordou, procurou algo pra comer e foi frustrado, ficou um tempo deitado pensando na vida e no rumo que tomaria a história de Mike, e ansioso foi continuar a história:

Já era véspera de sua próxima luta, Mike treinou, Mike suou. Mike viu sua filha, sua mulher passarem fome. Mike passou fome.

Mike treinou, Mike suou.

Mike estava disposto a virar o placar, Mike estava disposto a ganhar. Anoiteceu. Amanheceu, escureceu e a luta estava prestes a começar, Mike dividiu o chuveiro com três baratas, mas dessa vez não ligou, iria ser a última vez. Delano sentia a energia que Mike emitia e estava otimista, Mike também estava.

O estádio precário era o mesmo. A transmissão de rádio pirata era a mesma. Mas a situação não era, Mike iria ganhar, ele sentia. Mike entrou no ringue e sentiu que as luvas estavam leves, dessa vez ele iria levar o prêmio. O gongo soou! É chegada a hora.

Seu adversário avançou sobre ele como uma onda, desferiu um golpe estrondoso contra o rosto de Mike, que foi levado ao nocaute. Nocaute…

Mike começava a se perguntar se ele realmente tinha as rédeas da própria vida. A situação se repetia, dessa vez Mike foi para sua casa sem tomar uma ducha, e teve que dividir seu quarto com sua esposa e três baratas. Pelo menos ainda tinha uma casa.

Edgar parou de escrever e foi dormir:

Mike não conseguia dormir. Um sentimento de culpa enorme o laçava e dominava seu sono, ele não conseguia nada, não conseguia ganhar, não conseguiria nem perder se quisesse, Mike estava revoltado consigo mesmo. Mike estava sentado no vaso sujo de seu banheiro, lágrimas escorriam de seus olhos e ele começava a pensar em suicídio.

* * *

A vida de Edgar não ia tão bem quanto deveria, o momento de inspiração não estava tirando ele do buraco. Não, não estava. Edgar ainda passava fome, Edgar ainda não conseguia companheira, não conseguiria nem pagar por isso, o momento de inspiração não havia mudado em nada a vida dele. A não ser que agora, em vez de simplesmente ser o perdedor, ele podia fazer alguém também perder. Mesmo sendo hipocrisia. Então ele escrevia, e tentava fazer como se a escrita fosse seu almoço, desjejum e jantar:

 Mike acordou cedo, boxe não era a sua vida, foi atrás de um emprego, assim como milhões de nova-iorquinos. Tentou nas industrias, tentou nos comércios, tentou nos cortiços, tentou nas sarjetas, tentou nos bares. Mas ou estavam na mesma situação que ele ou pior. Em menos de meio-dia todo seu leque de opções profissionais havia sido negadas. Desde ajudante de escritório até cobrador de dívidas da máfia, Mike não conseguia, Mike não conseguia. Você não consegue, Mike. Era o que todos diziam.

Então Mike decidiu voltar a sua humilde casa em um dos milhares cortiços do Bronx. Encontrou sua mulher e sua filha as lágrimas na porta de sua casa, era só o que faltava. Sua mulher batia na porta incansavelmente, o que lhe restava de móveis estava empilhado na frente da sua porta. Sua filha, sentada em cima de uma cama sem colchão agarrada em um boneca choramingava. Mike tentou acalmar mãe e filha, mas não conseguia. Mike não conseguia.

Aqueles móveis empilhados em um dos estreitos becos do Bronx dava asas a imaginação de marginais, marginais que já rondavam por ali e já planejavam roubar cama, roubar rádio, roubar mesa, seria fácil, pois o pai da família era um perdedor e não conseguiria se defender.

E assim um primeiro grupo de marginais veio se aproximando das tralhas de Mike, Mike percebeu o perigo, mas era tarde demais, dois homens conhecidos da vizinhança já carregavam para uma parte escura do beco um dos seus móveis. Os número de marginais aumentava cada vez mais, fechando um círculo entre Mike e sua família e o mundo exterior do cortiço. Um deles ameaçou Mike com uma faca, tudo! Ele disse. Passe tudo! Mike esvaziou os bolsos em cima de uma mesa de madeira, um moleque veio e pegou todos os sues pertences e o marginal que estava armado com a faca levou a mesa para seu apartamento do cortiço. Mike tentou impedir, mas não conseguiu.

Aos poucos foram levando tudo que lhe restava, Mike reagi sempre que conseguia, lutava, mas não conseguia vencer, um deles estava armado e já havia lhe perfurado próximo da sua costela. Mike estava exausto e furado, mas mesmo assim tentava a todo custo, mas os marginais o detinham com socos e pontapés. Mike não conseguia, mas tentava! Mike avança todo o momento mais os marginas cercaram eles e o círculo se fechava cada vez mais e mais. Eles derrubaram Mike e bateram nele até ele desmaiar, ele estava ensangüentado, sua esposa, sua filha lá ao seu redor, com medo. Com muito medo. A criança tremia tanto, a mãe tentava proteger a filha e abraçadas elas viam seus últimos pertences indo na mão daqueles que eram seus vizinhos.

Mike e sua família caíam de cabeça no mar da mendigagem. Mas Mike não percebia estava novamente desacordado e se quanto menos barulho sua mulher fazia mais seriam as probabilidades dela sair sem nenhum arranhão. Mas ela fez muito barulho, muito barulho, quando Mike caiu e não levantou ela começou a gritar um grito estridente e nenhuma mão conseguia tapar sua boca, nenhum golpe no estômago conseguiria lhe tirar a respiração. Ela gritava de desespero seus olhos mostravam o quanto ela estava desesperada, e para saciar seu desespero um dos bandidos passou a faca em sua boca, fazendo um corte horizontal do lábio até quase a orelha, depois ele enfiou a faca forte no peito dela. Ela se engasgou no sangue quente que escoria pelo seu corpo, caiu no chão e ainda acordada via seus pertences sendo levados, não conseguia reagir, não conseguia gritar, sua única defesa foi desmaiar.

Desmaiar e deixar sua filha sozinha.

            * * *

Mike acordou no vestiário, como se tivesse passado por uma derrota no ringue. Delano lhe disse que sua mulher estava no hospital, que sua filha havia desaparecido.

Edgar começou a bocejar e resolveu dormir, sua história lhe servia como desjejum, almoço e janta, e logo logo serviria como meio de renda. E isso dava a Edgar bons sonhos.

Edgar dormiu:

Mike não sabia onde ir, e por isso foi andando com Delano até o hospital. Quando chegou no hospital soube que sua mulher havia morrido por hemorragia. Mike ficou fora de si. Delano tentou reconforta-lo e não conseguiu. Mike sentando em um banco de madeira do hospital lotado e precário chorou. Chorou por não saber o que fazer.

Sem pensar em nada.

Sem pensar em nada.

Mike voltou em passar curtos e lágrimas longas até o vestiário do estádio precário.

Sem pensar em nada.

Sem pensar em nada

Mike amarrou uma toalha na barra de exercícios, deu um nó envolta do seu pescoço e sem pensar em nada pulou daquele banco que dividia com três baratas. A toalha esticou e seu pescoço também, sentiu seus olhos ardendo e seu pescoço gritando. Entrou em pânico, seus braços procuraram em algo para segurar, e acharam.

Edgar estava tentando um sonho agradável sobre o futuro do seu personagem. Mas seu sonho teve um lapso, ele acordou assustado, mas não podia se mexer, estava paralisado. Paralisia do sono, Edgar sentiu algo tateado seus pés e puxando eles. Edgar foi puxado e caiu em um abismo.

Os braços de Mike seguram firme no que acharam e puxaram forte, mas antes que pudessem se salvar, Mike morreu.

Edgar caiu em um abismo infinito, sendo puxado eternamente pelo seu pé.

Em um momento Edgar encontrou o chão, e foi esmagado contra ele.

Edgar morreu. Morreu, consumido por um sonho do Brutamonte do Bronx.

            * * *

O policial pensava na causa da morte daquele homem. Morto, encontrado deitado na sua própria cama, nenhum sinal de a morte fosse sido causada por alguém. De alguma maneira o policial suspeitava de algo:

Os armários estavam vazios, o morto extremamente magro. Ninguém gastaria veneno nesse imprestável, desconhecido e esquecido. A morte foi por falta de glicose, ou seja, morreu de fome.

A única coisa prestável que tinha em todo esse minúsculo apartamento era um rádio, uma escrivaninha e uns papéis rabiscados, o policial leu o último parágrafo: “E então Mike conseguiu! Pela primeira e última vez ele conseguiu! Matou e venceu seu principal adversário”.

            Lucas Lins.

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Saturday, April 21, 2007

O Derrotista

Ola, quanto tempo que não dou o ar de minha graça aqui, bem, neste intervalo em que não viram minhas assinaturas por aqui, estive pensando um pouco na vida, sabe cansei de ficar tentando escrever sobre outras coisas só pra não cair em uma rotina, vou escrever e isto é tudo.

Ultimamente, comecei a olhar as mesmas coisas sobre a humanidade que já havia olhado antes, só que com um olhar diferente eu diria, muitas coisas aconteceram, minhas visões de mundo estão um tanto quanto diferentes da primeira vez em que escrevi aqui, talvez tenha coisas que entenda melhor agora e outras que perdi totalmente o entendimento, mas é assim a vida é vivendo e aprendendo, caindo e levantando, escolhendo caminhos que dão em becos sem saída, tendo de se decidir entre voltar a traz ou quebrar a parede e atravessar a barreira, é passando por isto que vamos construindo nosso ser, que vamos nos dando forma, nos construindo. Hoje eu vou falar sobre nós, os ditos seres humanos, a dita suprema raça dominante, a raça de coveiros cavando sua próprias covas e de quebra destruindo o cemitério que será o berço de seus corpos, a raça daqueles que matam pra não sobreviver, a única raça do mundo que busca sua própria destruição e não o contrario.

Sabe, falei tudo aquilo ali em cima, mas acho que não acredito realmente, afinal, mesmo nós, precisamos de companhia e buscamos avidamente por companhia, tentamos de varias formas interagir com outros seres, sejam eles humanos ou não, sejam eles reais ou virtuais, animados ou inanimados, nós não conseguimos viver sozinhos. Nos achamos onipotentes, mas na verdade não passamos de meros prepotentes, fracos, não conseguimos cuidar de nós mesmos pensando que somos fortes, que não precisamos de mais ninguém e no fim quando olhamos pros lados e não vemos nenhuma mão estendida, ninguém em quem nos apoiarmos é nesta hora que nos damos conta de que somos fracos, que não passamos de pequeninos grãos de areia na grande ampulheta do universo e uma hora ou outra vamos cair pelo buraco e não seremos mais importantes do que o tempo que já passou, apenas um monte de terra inútil com a única função de fazer volume.

Mas dizem por aí que a união faz a força e talvez seja verdade, mas embora tenhamos consciência de que sozinhos não somos ninguém sonhamos em ser independentes enquanto nos tornamos cada vez mais dependentes de todas as formas dependências pelas quais passamos a maior é a dependência das pessoas, sabe aquelas pessoas que chegam de repente e quando agente vê já faz parte da nossa vida, pois é aqueles que  tolamente chamamos de “amigos”, hunf como somos ingênuos mas afinal somos humanos e nada como ser humano para ser ingênuo, ou ser ingênuo para ser humano quem vai saber.

Humanos, sabe, (acho que falo muito esse “sabe”) nós dificilmente reparamos mas como dizia o narrador do melhores do mundo, a vida é realmente uma caixinha de surpresas, ou como dizia Forest gump a vida é como uma caixa de bom bons, você nunca sabe realmente o que vai encontrar lá dentro, mas nunca resiste ao desejo de tentar de enfiar a mão e ver se vai sair seu chocolate preferido ou se vai tirar aquele bombom que você detesta, mas você sempre tira algum, bem as surpresas mais interessantes, são as pessoas que encontramos no decorrer da longa estrada da vida, sabe passam muitas pessoas pelas nossas vidas, algumas passam rapidamente não da tempo de registrarmos na memória, mas outras passam e deixam sua marca,(num outro escrito por aí disse que param para tomar uma xícara de chá mas vamos fazer algo mais serio digamos assim), estas pessoas que marcam, não se felizmente ou infelizmente, elas fazem a diferença, não conseguimos falar de personalidade, sem falar das pessoas que passaram Pelas nossas vidas, embora tenhamos um jeito nosso, as pessoas com quem andamos transformam agente.

Pessoas, amigos(nem sempre pessoas), minha visão do que é amigo também mudou bastante, acho que to ficando mais “mole” com o tempo, não sei se gosto disto, mas infelizmente não tenho muito controle sobre as mudanças que ocorrem a minha vida, elas simplesmente ocorrem, e bem acho que as pessoas que convivo agora estão me “amolecendo”, talvez eu sinta falta de ser aquele cara frio, aquele cara que nunca pensava duas vezes em dizer a verdade pras pessoas, as vezes dizia da pior forma possível, mas ultimamente não consigo fazer isto, ainda diga a verdade, mas ultimamente tenho enfeitado ela de mais, parece que tenho medo de machucar as pessoas, mas chega de falar de meus problemas existenciais, o texto é sobre o ser humano não sobre mim.

Bem o ser humano é bem parecido comigo, se influencia pelas pessoas a sua volta, não consegue viver sem elas, embora não admita isto, como já afirmei anteriormente ela acha que é forte, e não é sinal de força depender de outros seres, como isto é irônico não é, a única coisa que nos torna fortes perante a natureza, a nossa união, é também a coisa que para nós é o maior sinal de fraqueza, realmente somos difíceis de entender, droga, o que pode um homem sozinho fazer? Como pode um homem sozinho vencer a imensidão de seres que existem no universo, somos fracos, fracos, fracos e fracos, eu odeio isto, odeio ser fraco, odeio depender dos outros, odeio com todas minhas forças(ha, que forças?), mas bem cheguei a conclusão de que existem alguns humanos que são fracos, mas não são burros e por mais que não suportem a idéia de precisar de outros, ele entende que precisa e no fim ele até gosta ou talvez ele não goste, ele só use os outros, mas bem o fato é que estes humanos em questão, vão se agrupando de pessoas e por mais frio que seja ele acaba gostando destas pessoas e ele acaba se tornando dependente e ele sente falta quando perde, ou quando se separa, e ele vai se separar, nada é eterno, nenhuma união dura a vida toda, um dia tudo se acaba, um dia…

Muitas coisas podem separar um nó atado entre duas pessoas, a morte é o meu favorito, por que não deixa esperança, quando morre acaba e pronto, é o menos cruel, e se parassem para pensar é o que causa menos sofrimento porque é definitivo, agora quando você briga com alguém, você fica se remoendo se você fez o certo, se você não deveria ter encontrado outro caminho, por vezes você fica sofrendo a sua vida toda, até que um dia a morte vem e te livra do sofrimento (ou talvez não, eu não sei nunca morri). O que importa é que um dia vai acabar e é sobre isto que quero falar, não sobre o fato de ter acabado, mas sim sobre o que acontece antes de acabar, agente conhece(ou pensa que conhece) as pessoas, daí nos cometemos um dos maiores erros e nenhum ser no mundo esta isento de cometer este erro, nós confiamos nas pessoas, confiar em alguém é o pior e o maior errado que existe, as chances de ter sua confiança traída é de 1 milhão pra um, nenhum humano é digno de confiança, isto é fato o ser humano é falho por natureza, como dizem algumas religiões por aí a carne é fraca, por mais que dizemos que temos intelecto e tudo mais, quando a coisa aperta o que manda na verdade é o nosso instinto, costumamos(inconscientemente) colocar as coisas numa balança interna, nesta balança por muitas vezes a confiança que você depositou na pessoa pende pro lado mais fraco e embora muitos humanos tenha consciência disto, mesmo assim eles confiam, confiar é da natureza humana, trair também é da natureza humana, Faça o que for, seja quem for, não se iluda achando que se importa com os outros mais do que com você, você sempre, sempre(e não, não existem exceções) vive em função de você mesmo, você pode até dizer que morreria por alguém, bem deixe eu te contar um segredo, se você morreria por esta pessoa, é por que acredita que não conseguiria viver sem ela e já que sem ela não conseguiria viver, então morra por ela afinal, não existe nada a perder.

Sabe preciso aprender a ficar num tema fixo nos meus textos, mas sei lá eu começo a falar de um assunto que puxa outro que puxa outro e outro, no fim acho que é só vontade de se expressar, quando escrevo acabo por sei lá, desabafar eu acho, eu fico mais leve quando termino de escrever, bem eu inda o um pouco pesado significa que devo escrever mais.

De vez em quando tenho a impressão de que falo, falo e não falo nada, talvez seja isto mesmo, porem eu gosto de falar, ok onde eu estava? Ah sim, na importância dos amigos(que não necessariamente são pessoas) bem eu ainda acredito que não podemos escolher nossos amigos, mas isto não nos tira o direito de nos iludirmos escolhendo não é, fazemos isto o tempo todo, o único problema de fazer isto e´ que as vezes não enxergamos os verdadeiros amigos. Ah sim eu gostaria de pedir ajuda a vocês, nos meus próximos textos, quero achar uma maneira de diferenciar, o amigo e o beneficiado da amizade, sabe quem leu o contrato lembra, você pode ter amigos que você nem ao menos conhece, outra coisa que gostaria de ressaltar, palavras não dizem nada, o que mostra realmente são as ações (bem palavras são ações então não são tão inúteis assim), o problema, é que as palavras são ações desenfreadas, e muito manipuladas, talvez sejam as ações que mais controlamos, que mais usamos para alcançar nossos objetivos, então não gosto de confiar nelas. Palavras apenas, palavras pequenas, palavras. Eu te amo, eu te odeio, você é meu amigo, eu sou seu amigo, eu morreria por você (como se soube-se como é difícil aceitar a morte) eu nunca deixaria você morrer(queria ver isto se sustentar quando visse o morte de frente), dizemos muitas coisas, a maioria da boa pra fora, você só vai saber se alguém morreria por você, quando esse alguém morrer por você, você só vai saber se alguém tentaria impedir a sua morte, quando sua vida correr risco, no fim as palavras são muito duvidosas.
Mas vou encerrar essa analogia por aqui, a Campânia telefônica agradece e tenham um bom dia.

Marcos Alberto

Nota: Desculpe mas acho que não sei mais escrever

Ps: “Lembre-se de ontem e pense sobre amanha, mas você deve viver o hoje.” HammerFall

”Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão. Um dia me disseram que as vezes o vento erra a direção e tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para um coração. Nós somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter.” Engenheiro do Hawaii

”Quem espera que a vida, seja feita de ilusão pode até ficar maluco ou morrer na solidão. È preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer, é precisão saber viver. Toda pedra no caminho você pode retirar, numa flor que tem espinhos você pode se cortar, se o bem e o mau existem você pode escolher, é preciso SABER VIVER.” Titãs

Palavras tolas de um tolo derrotado pelas areias do tempo


Posted by M.A at 20:42:59 | Permalink | Comments (14)

Wednesday, April 18, 2007

Aí…

Um belo dia tudo desaparece.

Porque tudo tem um preço,

E o preço é o direito

Direito de ter um belo dia,

Até o dia em que o dia

Tenha o belo

E o belo tenha a noite.

    Lucas Lins

PS: Experimental

Posted by L. L. at 17:27:29 | Permalink | Comments (2)

17 anos.

Paulo Leminski disse em uma entrevista que ser poeta aos 17 anos é fácil, que 17 anos e espinhas e tudo que você precisa pra escrever. Aí ele disse que é fácil acreditar na poesia com 17 anos, e que o difícil é acreditar na poesia com 40. E continuar fazendo isso até os 70.

Se eu tenho dificuldade com 16 anos, me imagino com 17 e depois nem imagino com 40, aí…

Aí…

Lucas Lins

PS: Isso me amedronta.


Posted by L. L. at 17:19:38 | Permalink | Comments (1) »

Friday, April 13, 2007

A língua invisível.

Alguns dias atrás eu estava ruim, muito ruim. Mas antes desses dias eu estava muito revoltado, revoltado mesmo, por que? Porque a tecnologia é uma palhaçada, o mundo de hoje é um circo, e nós, atrações circenses. Quer dizer: pleno século 21, era da criatividade, do conhecimento, da internet e do Google, e eu ainda tenho que por arame na boca pra endireitar os dentes. Do outro lado do globo alguns robôs já estão medicando pacientes, administrando linhas de produção e montagem, o homem já pisou na lua, mas ainda assim temos que por arames na boca. E extrair dentes pra arranjar mais espaço na boca.

E aí que começam meus problemas de estar ruim. Eu tinha uma hora marcada no dentista, era as 16 horas, cheguei atrasado como sempre, a Doutora me recomendou extrair um dente essa semana e outro depois, discordei de imediato, pra que remediar? De qualquer maneira vou ter que passar por isso, respondi com a maior educação possível. Ela arregalou os olhos e sua expressão facial me dizia o que ela estava pensando: “ele não sabe o que diz!”

Eu realmente não sabia.

Já na “câmara de tortura” ela me disse que eu teria que passar por alguns exames em raio-x para ela saber como meus dentes estariam. Tudo bem. Tudo ocorreu em silêncio, eu me sentia como o Alex DeLarge no Ludovico, umas coisas estranhas pra morder, aquela poltrona desconfortável e o canhão raio-x mirado bem na minha boca, aí eu tive um pensamento.

Esses tais raio-x são inimigos. Inimigos declarados. Eles parecem ajudar a analisar os ossos, mas isso não é nada. Porquê para os raios-x a língua é invisível! Invisível! A língua é uma das nossas partes que mais influência na fala, e é invisível para os raios-x, quer dizer: Para os raios-x os grito de revolução, o “até a morte!”, o “nunca mais!”, o “revolução agora!” não são nada para eles! Porque a língua é invisível! Invisível!

Depois ela aplicou a anestesia, e antes que eu pudesse perceber os meus dois dentes já estavam fora de mim. Depois de tudo isso ela perguntou se eu queria levar os dentes comigo, eu disse que não, eu deveria ter ido sim, eles não são parte de mim. Eles são eu. Queira ou não. Não foi como se eu deixasse uma parte de mim para atrás, mas como se eu ficasse para atrás, isso foi horrível.

A anestesia te leva pra um lugar horrível. Ela te leva pro Limbo dos Enfermos, e você chega no Limbo quando ta cansado de mais para ficar acordado e ruim de mais para dormir. E fica lá, no Limbo, esperando as horas passar, e nem pensar você consegue, porque a anestesia te deixa com as idéias invisíveis. Minha mandíbula não doía, nem o local do ferimento, e nada referente a odontologia, o que me doía era a cabeça. Não era uma dor definida, tanto que no local da cirurgia não tinha dor, era como se a perda do dente levasse um pouco de sua energia. E você passasse por uma Crise de Abstinência de energia, então, sua cabeça dói, as pernas, a mente, as idéias, os dedos, as unhas, o nariz, a ponta das orelhas e os fios de cabelo. Com muito custo você consegue cair em um sono leve, e aí entra alguém no seu quarto e pergunta se você está bem, esse alguém esquece que te acordar, faz parte do “não estar bem”. E você acorda, e não consegue dormir mais.

Depois disso a cama afundou e eu afundei junto. A cama levantou, e de repente os seus quatro pés eram patas de um felino, e eu estava cavalgando um leão. Depois fui enforcado. Depois guilhotina. Depois eu estava numa embarcação viking. Depois eu estava extraindo mais 4 dentes. Depois eu pensei, “será que eu do dormindo?”, depois eu acordei, mas isso não quer dizer que eu estava dormindo. Depois, depois já era bem tarde. Depois eu vi o Einstein com uma aparência asiática, olhos puxados, cabelos escorridos e muito, mas muito baixinho. Depois eu escutei alguém me chamando. Depois eu percebi que era um abismo. Depois eu caí em um abismo.

Depois minha língua não era mais invisível, mas minhas idéias sim.

Depois eu percebi que ainda estava com os arames na boca.

Lucas Lins

PS: Ufa! Pensei que não ia conseguir postar essa semana.

Posted by L. L. at 03:15:20 | Permalink | Comments (6)

Tuesday, April 3, 2007

Meu rumo.

Ela se despediu da amiga com um beijo no rosto, se virou e ambas seguiram direções opostas. Ela seguiu andando, até entrar em uma farmácia, antes de entrar tirou os fones do ouvido e guardou o celular no bolso. Ela provavelmente estava voltando da escola, estava com uma bolsa enorme nas costas, fones no ouvido que estavam ligados em algo que parecia um celular, talvez por ser grande demais pra um mp3 player, o fio do fone era pequeno e ela carregava o celular em uma das mãos e a outra mão ia no bolso. Ela usava uma camisa roxa, uma camisa dessas que todas as mulheres usam, a calça eu não me lembro, mas a camisa era roxa.

Eu vi ela entrar na farmácia, e imaginei o que ela fosse fazer lá. Talvez trabalhasse lá, talvez sua mãe trabalhasse lá, talvez morasse nos fundos da farmácia, talvez estivesse resfriada, talvez estivesse indo à farmácia comprar um teste de gravidez, talvez estivesse entrando na farmácia por um impulso, talvez ela não controla seus impulsos. Eu não sei o que ela foi fazer lá, ela entrou e saiu da minha vida como quem cruza uma rua. Nem sei se posso dizer que entrou na minha vida, e também não tenho certeza se ela saiu, ela apenas passou diante dos meus olhos, por poucos segundos. Mas sei que naquela momento ela foi passageira, não sei se deixou rastros, marcas, mas naquele momento antes de entrar na farmácia ela foi com uma nuvem branca. Não sei se essa nuvem vai voltar carregada de chuva, ou se vai continuar com seu itinerário sendo branca como o algodão. Mas algo me fez notar ela, e acho que foi esse excesso de transitoriedade. Eu não sei o que ela iria fazer, mas posso imaginar o que iria fazer se vivesse nas minhas idéias, se fosse um personagem da minha história, se eu pudesse desvendar os seus pensamentos. Acho que seria mais ou menos assim:

“É um saco morar na mesma direção que essa menina. Cara, ela consegue encher o saco. Será que ela não percebe que eu estou com o fone de ouvido porquê eu NÃO quero ouvir ela falando da sua vida?! Estou ouvindo Supertramp e o Supertramp é muito mais interessante que esse tal falatório sobre sua mãe fazer não sei o que, pra não sei quem, pra ganhar não sei o que. Se eu quisesse saber disso perguntaria: “O que sua mãe faz da vida?” Mas eu não perguntei! Então, calada menina.

Se ela ouvisse meus pensamentos seria constrangedor.

Quando eu vejo a farmácia percebo minha chance de escapar. É aqui que eu fico, digo a ela. Tudo bem, vai na farmácia? Sim e não, respondo pra ela, se eu respondesse que sim, ela perguntaria o porquê, se eu disse que não ela também perguntaria o porquê, então vou ser confusa. Bye bye, digo pra ela, assumindo minha vontade de ser inglesa e dou um singelo beijo no rosto dela, viro minhas costas pra ela, dou quatro passos na direção oposta a dela, e penso que esses passos foram como se eu tivesse assumido quatro vezes que não fiz nada para entrar na vida dela, e nada para sair, como se tivesse assumido quatro vezes que sou uma nuvem branca. O acaso fez eu me encontrar com ela, e eu dei quatro passos para nos separar, me sinto ingrata por isso, ela era chata, muito chata, mas eu deveria ter aproveitado mais, deveria ter marcado mais, amanhã ou depois vou encontrar com ela de novo? E se não? E se ela morrer amanhã? E seu eu morrer amanhã? Ela lembraria de mim? Eu poderia ter dito algo marcante pra ela, ter feito algo marcante, mas não. Simplesmente dei quatro passos. Como se pedisse quatro vezes para ela me esquecer…

Aumento o volume como nunca antes. E deixo a musicalidade do Supertramp encher minha alma.

Entro na farmácia, finjo que vou comprar algo, e saio da mesma forma que entrei, sem aviso, sem pensar, sem ninguém perceber, só para disfarçar. Depois continuou minha caminhada até em casa, o sol esta forte, muito forte, as ruas estão muito movimentadas. As ruas estão cheias de gente, cheias o suficiente para ser planejado um motim contra o governo sem atitude, mas ninguém presta atenção em ninguém. Ninguém presta atenção em ninguém. Ninguém presta atenção no governo.

Minha caminhada para no ponto de ônibus, tem um lugar e é protegido do sol. Me sento e deixo novamente o Supertramp penetrar em mim, e ele o faz. Ao meu lado tem uma velha senhora, já bem idosa, daquelas que usa vestidos longos, cabelos brancos e amarrados na altura da nuca, bem magra e muito, muito quieta. Como eu, se não tivesse o Supertramp, como se a diferença entre eu e ela fosse o Supertramp. O silêncio dela seria por falta de companhia? Quer dizer: tanta gente passando por aqui, e ninguém pra dizer nada a ela, ela já esta fraca e decaída, uma conversa não assassinaria ninguém. Eu penso isso como se não visse parte desse mutirão de pessoas que passa pra lá e pra cá. Pra fazer jus a isso, começo uma conversa com a vó, ela não me responde. Tento de novo, ela não responde de novo.

Aí penso em outra maluquice, ela que é surda ou eu que sou muda?

Não sei, só sei que meu ônibus vem vindo aí, dou sinal pra ele e subo. Deixo a velha senhora pra trás, deixo a surda e sua surdez, saio da vida dela da mesma maneira que entrei. E sigo meu rumo”.

E eu também sigo o meu.

Lucas Lins

PS: Pé na estrada!

Posted by L. L. at 01:48:44 | Permalink | Comments (4)

Sunday, April 1, 2007

De Ferro.

“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”.- Freud

 

 

Ta certo que somos de carne e que para sobrevivermos temos que ser como ferro. Mas, e se nós realmente fossemos de ferro. Quer dizer: tudo certo, nós realmente temos nossas fraquezas, nós realmente temos nossos sentimentos e dificuldades, mas atropelamos eles todos os dias por mando de um outro, tendo assim que ser como ferro, mas e se nos não tivéssemos que passar por isso por sermos de ferro. Ser de carne é uma característica humana, ter desejos carnais, sentimentos bobos e infláveis, mas o que seria de nós, se não tivéssemos esses sentimentos, esses desejos, e essas fraquezas.

É pleno que temos que nós portar como ferro. E que isso nos torna em parte como o ferro, mas ser de carne é uma característica nossa, e temos que nos orgulhar dela. Nós somos obrigados a ser de ferro, essa pressão de ser obrigado não é fácil de ser respondia, não é todo o ser humano que consegue realmente ser como o ferro. Aí que esta! Não deveríamos se curvar ao mando de um terceiro em ser de ferro, deveríamos nos revoltar e usar nossas fraquezas como nossas armas. Mas não acontece.

Aí eu penso, e se fossemos de ferro. Se todos nós ultrapassemos esses desafios diário simplesmente sem nenhuma dificuldade, os desafios que seriam poucos ou nós que seriamos muito para eles? O que seria de nossos sentimentos frágeis, o que seria de nós mesmos? O que seria de nossos mínimos atos subversivos? O que seria, daquela tal criatividade que faz o homem ser o homem?

Iria tudo por água a baixo, ou seriamos programados como robôs a ter todas essas fraquezas? É difícil ser carne e ter que sobreviver como ferro, mas pelo menos assim não somos mecânicos, frios, e programáveis como autômatos.

Falta um pouco de revolta em nós para podermos reverter isso, falta um desejo coletivo para que isso seja revertido, mas não são todos que querem. Um ou outro, cá e lá se acostuma aos moldes do ferro, e esquece que é carne. E isso nunca deveria acontecer. Mas acontece. Por tantos desejos frustrados, as vezes, desejamos não desejar. E aí acontece um ato quase que alquimístico, a carne se transforma em ferro, mas não totalmente, mas pelo menos o suficiente para não ter mais vontade e raça para fazer jus a carne. Não que não queira, ou que não vê, mas que não tem forças para tal. E se acostuma a fazer o que não quer fazer, a ter o que não quer ter. A ser o que não quer ser!

Lucas Lins.

PS: Redação para a prova de literatura

Posted by L. L. at 19:14:46 | Permalink | Comments (5)