Assim na Terra como no Céu.
Aí vai uma redação que escrevi há alguns dias para a aula de prática de redação, é uma dissertação com o tema: “Favela, a nova senzala”. Estou postando ela porquê não consigo escrever nada que preste já há duas semanas, e pra não abandonar o blog, Lá vamos nós:
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“Senzala: Grupo de habitações destinados aos escravos”.
“Favela: Conjunto de casebres, densamente povoados e construídos de maneira precária”. – Dicionário Houaiss.
Se a favela é a senzala, basta saber se seus habitantes são escravos, tudo indica que são, indiretamente, mas são.
São tratados como se fossem, sofrem preconceito como se fossem e o governo vira a face para eles como se fossem.
As formas precárias das senzalas fazem os moldes das favelas, e a busca do escravo pela liberdade é paralelo e análogo ao objetivo do favelado, que busca maneiras para sair das favelas. As quais quase sempre são falhas.
Assim como nas senzalas, as favelas traçam moldes culturais de periferia, como a capoeira da senzala, como uma contracultura que forma um impulso e um tentáculo para o avanço e expansão da favela, formando também uma certa independência cultural. Independência cultural que a senzala também possuía, com credos extraídos diretamente de um passado próximo africano.
Assim como nas senzalas. Sofrem pressão, e formam um grupo étnico, formado por sonhadores frustrados, anjos caídos e massa populacional. Escravizados indiretamente, mas escravos.
Agora, basta a nós, esperarmos os Quilombos.
Lucas Lins.