A Metrópole – Inverno.
O vento do inverno na metrópole assopra frio e corta como navalha o rosto de quem se agasalha com feltro na madrugada. Os pombos desaparecem, os gatos se multiplicam e as corujas gritam. As nuvens são exterminadas no período seco e sem vida do inverno, durante o dia, no trânsito de mil pessoas e de milhão de carros o inverno joga em cima deles agasalhos, blusas e cachecóis, os milhões andam pra lá e pra cá de braços cruzados por não terem quem abraçar e o sol tímido tira férias.
E em uma banca de jornal por ali no centro, alguém que está atrás do balcão esperando algum cliente cruza os braços. Joga a tira do cachecol que está pendurado no pescoço para tentar completar mais uma volta, enquanto suas bochechas rosadas esperneiam seus dentes tremem e ninguém bota o pé para dentro da banca. Mais um dia de inverno para a tal atendente.
É uma questão de probabilidade, em lugares que você tem muitas pessoas há grande mistura de gêneros e etnias, é talvez até improvável, mas já que há muitas pessoas de todo tipo, tem há muitas pessoas do tipo ‘louco’. E um desses tremendo de frio bota o pé dentro da banca, senta no chão da banca e começa a tremer.
A mulher da banca vê ele bem ali, mas não age para tentar tira-lo dali ou qualquer coisa, simplesmente observa.
Inverno, todos fazem o máximo para não levantar de suas camas ao amanhecer.
Inverno, não há camas.
O louco com suas barbas e seus cabelos esvoaçantes treme, treme e treme.
A atendente da banca com sues cabelos penteados e lindos treme.
O homem na sua moto esperando o semáforo liberar a corrida, treme.
O mundo treme aos braços cruzados e os edifícios balançam.
E na madrugada fria do inverno o vento frio corta como navalha, que balança as árvores e folhas tremem: inverno.
Lucas Lins
COMO ASSIM FAZ TANTO TEMPO Q ESSE TEXTO FOI POSTADO E NINGUEM COMENTOU??????????????????????????????????
COMO ASSIM??????????
naaãao…vooovoouuu neemmm faafaafaaalarrr nadaaa…sóoo
pra não passaar maamaaiis frioooooo…