Sonho em todo lugar.
Se sonho, barranco,
abismo!
Caio, me jogo,
sinto o vento no rosto
encontro o chão e
vôo.
Vejo todo lugar (em um só lugar).
Que todo lugar
fica! Estático, observando,
meditando ou sonhando.
Pois se corpo presente,
alma mais que ausente.
E se sonho presente.
O passado, o futuro e mesmo o presente
já não são mais ausência
mas sim, hermética transcendência.
Sublime de cores, de mares,
de penas.
De preposições!
Cheiros, rostos, gritos!
Luas!
Exclamações, e é claro:
declamações.
Lucas Lins.