* * *
A solidão se multiplica
te consome, de olhos abertos vejo uma parte de mim morrer.
Aqui, junto de mim, onde nada é verdadeiro,
se desfalece de mim eu mesmo
me separo e esfarelo como pó,
um pó cinza,
que as chuvas vêem e levam sem motivo algum
deixando poças sujas e marrons e sombrias,
onde será que me perdi?
Nas poças ou nas cores?
Sem saber se já me possui, me perco.
Como posso ser minha própria peste!?
O ar é pesado, já não somos criminosos.
Não suporto meu peso,
esse peso enorme que cresce enquanto
viro pó e me torno chuva…
sem nunca ter sido nuvem.
Lucas Lins.
te consome, de olhos abertos vejo uma parte de mim morrer.
Aqui, junto de mim, onde nada é verdadeiro,
se desfalece de mim eu mesmo
me separo e esfarelo como pó,
um pó cinza,
que as chuvas vêem e levam sem motivo algum
deixando poças sujas e marrons e sombrias,
onde será que me perdi?
Nas poças ou nas cores?
Sem saber se já me possui, me perco.
Como posso ser minha própria peste!?
O ar é pesado, já não somos criminosos.
Não suporto meu peso,
esse peso enorme que cresce enquanto
viro pó e me torno chuva…
sem nunca ter sido nuvem.
Lucas Lins.