Insônia.
A pessoa que não existe deita-se ao meu lado,
através da luz da janela, pelo luar distinguimos formas:
uma canção intensa, mas silenciosa soa
na escuridão.
A noite é quente.
Sento na cama, percebo o quão péssimo padeço.
A cabeça desolada e encostada na parede pensa
quantos anos-luz estou de casa.
Quantos?
Aquele que não existe diz
que não estou há anos-luz de casa,
mas apenas uma estrela de distância.
Aquela distância curta e incomensurável de cinco palmos
há um grito de distância,
um cigarro, um abrolho,
mais uma xícara de café,
uma vela, um suspiro,
uma cor.
A pessoa que não existe sou eu
refletido na madrugada,
preso no vento
e no ventre.
Calculo a possível distância entre mim e eu,
mas é só mais um verso que cai chorando…
pelos sorrisos e olhos que me vem e vêem
a singela luz de uma vela,
um latido quebradiço na madrugada,
a insônia,
a fome e um piscar de olhos gritam a imensa fragilidade da vida
e mais um poema.
através da luz da janela, pelo luar distinguimos formas:
uma canção intensa, mas silenciosa soa
na escuridão.
A noite é quente.
Sento na cama, percebo o quão péssimo padeço.
A cabeça desolada e encostada na parede pensa
quantos anos-luz estou de casa.
Quantos?
Aquele que não existe diz
que não estou há anos-luz de casa,
mas apenas uma estrela de distância.
Aquela distância curta e incomensurável de cinco palmos
há um grito de distância,
um cigarro, um abrolho,
mais uma xícara de café,
uma vela, um suspiro,
uma cor.
A pessoa que não existe sou eu
refletido na madrugada,
preso no vento
e no ventre.
Calculo a possível distância entre mim e eu,
mas é só mais um verso que cai chorando…
pelos sorrisos e olhos que me vem e vêem
a singela luz de uma vela,
um latido quebradiço na madrugada,
a insônia,
a fome e um piscar de olhos gritam a imensa fragilidade da vida
e mais um poema.
Lucas Lins.
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21:14:58