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Cada dia que passa fico mais distante do mundo.
Como se estivesse em um barco à deriva.
Que vai indo sozinho, pela inclinação das ondas
e pelo sopro do vento, pra uma distante ilha deserta.
Onde só então poderei me exilar. Só. Eu e o oceano
com seus braços largos e profundos, que estarão prontos
para me abraçar e fatalmente me calar num cálido abraço
fraterno. Sentirei as ondas do mar, navegarei sozinho
no mundo e na escuridão azul. Baterei asas nas profundas
águas, me chamarão mártir e sentirei plenitude ao não
poder distinguir minhas lágrimas das águas do mundo.
Voarei mais uma vez e aterrissarei no azul do mar.
Como se estivesse em um barco à deriva.
Que vai indo sozinho, pela inclinação das ondas
e pelo sopro do vento, pra uma distante ilha deserta.
Onde só então poderei me exilar. Só. Eu e o oceano
com seus braços largos e profundos, que estarão prontos
para me abraçar e fatalmente me calar num cálido abraço
fraterno. Sentirei as ondas do mar, navegarei sozinho
no mundo e na escuridão azul. Baterei asas nas profundas
águas, me chamarão mártir e sentirei plenitude ao não
poder distinguir minhas lágrimas das águas do mundo.
Voarei mais uma vez e aterrissarei no azul do mar.
Lucas Lins.